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Brick e Simulado (treinos de triathlon)

Objetivo: montar os treinos específicos de triathlon — o brick (bike→corrida), o simulado (ensaio de prova, com natação opcional = tri completo) — à mão ou pelo Motor, e ler a corrida pós-bike e a prontidão de prova quando o aluno executa. O Motor compõe o resto da semana em torno deles.

  1. Na aba Periodização do aluno, com um rascunho da semana pronto, toque em ”+ Adicionar brick / simulado” (modo 🔗 Brick).
  2. Escolha o dia, o treino da bike e o treino da corrida (da biblioteca), o TSS de cada parte e a transição (segundos entre a bike e a corrida — padrão 120).
  3. Toque em Criar brick. A semana recompõe na hora: o dia ganha os dois treinos ligados (🔗 1/2 e 🔗 2/2) e o Motor ajusta os outros dias ao redor (reserva o TSS do brick).

O brick sobrevive ao recálculo (mesmo mecanismo do treino fixo) — não some no próximo domingo.

Em vez de adicionar à mão toda semana, você pode deixar o Motor inserir o brick sozinho — na fase certa e com a carga progredindo rumo à prova. Na aba Periodização do aluno, ligue “Brick automático” (o atalho só aparece para atletas multimodais, que treinam bike e corrida).

Com isso ligado:

  • O Motor passa a inserir um brick nas fases de Build e Peak (não na Base/Recuperação/Polimento), com frequência crescente (mais raro no Build, semanal no Peak) e a carga subindo rumo à prova — com a corrida ganhando mais peso (é o foco do brick).
  • O brick aparece no rascunho com o selo 🔗✨ “sugerido pelo Motor”. Ele reserva o TSS dentro do orçamento da semana (o Motor compõe o resto ao redor — não infla a carga).
  • Você manda: se não quiser o brick naquela semana, é só removê-lo — ele não volta naquela semana. E um brick que você adiciona à mão sempre vence o automático no mesmo dia.

O brick ensaia a transição; o Simulado ensaia a prova. No ”+ Adicionar brick / simulado”, escolha 🏁 Simulado e o modo — porque ensaiar distância de prova e ritmo de prova ao mesmo tempo seria a própria prova (taxante demais):

  • Modo Ritmo: ritmo de prova, distância reduzida. Ensaia a intensidade e a sensação de prova (“consigo segurar esse ritmo?”).
  • Modo Distância: distância perto da de prova, ritmo controlado (perto de prova, não no limite). Ensaia a durabilidade (“aguento a duração?”).

O simulado aparece com o selo 🏁 na grade e chega pro aluno com um checklist de execução na descrição: nutrição/hidratação por hora, pacing, transição e equipamento (use o que vai usar na prova).

Quando o aluno executa o simulado, a análise não dá só a leitura da corrida pós-bike — ela dá um veredito de prontidão: um score (0–100) e um tier (pronto / no caminho / precisa de trabalho), ponderado pelo modo:

  • Modo Ritmo: o sinal é segurar o pace de prova (ritmo estável, deriva baixa).
  • Modo Distância: o sinal é durabilidade (aguentar a duração com deriva controlada).

Você vê esse score no card do treino do aluno e no chip 🏁 do scorecard do feed. É honesto: usa só o que foi medido (não inventa um pace-alvo).

Como no brick, dá pra deixar o Motor inserir o simulado sozinho — só na fase de Peak (perto da prova). Ligue “Simulado automático” na aba Periodização (atalho só para atletas multimodais). O Motor escolhe o modo pela posição no peak (mais cedo = distância/durabilidade, mais perto da prova = ritmo/afiação), reserva o TSS e mostra o selo 🏁✨ “sugerido pelo Motor”. No peak, o simulado tem prioridade sobre o brick automático. Você manda: remova se não quiser — não volta naquela semana. Vem desligado por padrão.

Tanto o brick quanto o simulado podem ganhar a natação como 1ª perna — o ensaio de triathlon completo: natação → T1 → bike → T2 → corrida. No ”+ Adicionar brick / simulado”, marque ”🏊 Incluir natação” e escolha o treino de natação, o TSS e o T1 (a transição da água pra bike). O dia ganha 3 treinos ligados (🏊 1/3 · 🚴 2/3 · 🏃 3/3), contíguos no relógio, e o aluno executa as três como atividades separadas (ao sair da água, faz a T1 e inicia a bike como atividade nova).

No automático (peak), se o atleta nada, o Motor já monta o simulado como tri completo (com a natação).

O relógio/Intervals não tem um tipo “brick” — então o brick chega como dois treinos separados no calendário do aluno (a bike e a corrida, um logo após o outro).

Quando o aluno executa o brick (as 2 atividades separadas), o sistema reconhece o brick e analisa a corrida como o que ela é — uma corrida pós-bike, com as pernas pré-fadigadas. Você vê isso no card do treino e no scorecard do feed (chip 🔗 Brick):

  • Custo vs solo: quanto mais lento (s/km) a corrida saiu, na mesma frequência cardíaca, comparado ao ritmo solo recente do aluno. É a medida direta do “custo” de correr depois de pedalar.
  • Janela inicial: como a abertura se comporta — pernas pesadas que normalizam (bom sinal de adaptação à transição) ou que degradam (fadiga).
  • Transição: o tempo real entre encerrar a bike e iniciar a corrida (transição longa = perdeu o efeito do brick).

A regra é honesta: abertura mais lenta é esperada num brick — o sinal que importa é a estabilização e a deriva, não o ritmo absoluto. A análise nunca chama uma corrida pós-bike de “corrida fraca”.