Glossário
Os nomes que usamos no produto e as métricas que aparecem nos relatórios — em linguagem de gente.
Nomes do produto
Seção intitulada “Nomes do produto”Motor de Periodização
Seção intitulada “Motor de Periodização”O cérebro que monta a sua semana de treino a partir da fase, da carga-alvo e da prova principal. Por que importa: transforma “quero correr a São Silvestre em dezembro” num plano concreto, semana a semana.
Fases do treino — Base, Build, Peak, Taper
Seção intitulada “Fases do treino — Base, Build, Peak, Taper”As quatro etapas da temporada rumo à prova. Base = construir motor aeróbico e volume; Build = adicionar intensidade específica; Peak = afiar com sessões no ritmo de prova; Taper = aliviar a carga para chegar fresco. Por que importa: cada semana tem um lugar no plano — saber a fase dá sentido ao que aparece no seu dia. O card Sua jornada mostra em qual delas você está.
Foco do bloco
Seção intitulada “Foco do bloco”A modalidade que o plano prioriza — Corrida, Ciclismo, Natação ou Triatlo. Vem do tipo da prova-alvo, não dos esportes que o atleta pratica: um aluno que treina os três esportes mas tem uma meia maratona como prova A está num plano com foco em corrida (bike e natação viram apoio). Só vira foco triatlo quando a prova-alvo é um triatlo. Por que importa: evita a confusão “ele faz três esportes, então é triatlo” — quem manda na distribuição da carga é a prova.
Manutenção ondulada
Seção intitulada “Manutenção ondulada”Quando o atleta já chega no/acima da forma que a prova pede, o motor não trava o plano numa linha reta nem reduz a forma de propósito: mantém a forma ondulando (carga e alívio em torno do alvo) e sugere subir de categoria se houver folga. Por que importa: quem está fitter que o alvo deve subir a exigência, não estagnar — e o plano deixa de “parecer uma régua”.
Copiloto Endure
Seção intitulada “Copiloto Endure”O assistente que escreve o briefing da manhã e a análise pós-treino — com voz própria, respeitando sempre a sua orientação. Por que importa: você é o piloto; ele cuida do operacional do dia a dia.
Diretriz do Coach
Seção intitulada “Diretriz do Coach”O recado que você cola no painel do copiloto e ele obedece. Por que importa: garante que você e o sistema automático nunca se contradigam na frente do aluno.
Perfil de Atleta
Seção intitulada “Perfil de Atleta”A lente da conversa que o Copiloto Endure usa com um aluno — seis posições, de Longevidade a Alta Performance. Escolhido pelo coach, na ficha do aluno ou na lista. Por que importa: o mesmo treino, o mesmo veredito e os mesmos números, contados do jeito que faz sentido para aquele atleta. Não confundir com o Nível (aba Periodização), que mexe na carga do treino. Detalhe em Perfis de Atleta.
Cockpit do Coach
Seção intitulada “Cockpit do Coach”A central onde o coach gerencia alunos, prescreve, cura treino e lê relatórios. Por que importa: é o seu posto de comando — tudo do dia a dia acontece aqui.
Treino fixo (pin)
Seção intitulada “Treino fixo (pin)”Uma sessão que o coach trava num dia (📌). O Motor a respeita — não troca, não reduz, não move — e compõe o resto da semana ao redor dela. Por que importa: o coach manda nos dias que importam sem abrir mão do Motor nos outros. Sobrevive ao recálculo. Detalhe em Fixar um treino.
Treino combinado de bike seguida de corrida (🔗) no mesmo dia, com a transição — ensaia a sensação de correr com as pernas pré-fadigadas pelo pedal. Por que importa: é a especificidade-chave do triathlon; o Motor reserva o TSS e compõe o resto ao redor. Manual ou automático. Detalhe em Brick e Simulado.
Simulado
Seção intitulada “Simulado”Um ensaio de prova (🏁): brick em ritmo de prova (modo Ritmo, distância menor) ou em distância de prova com ritmo controlado (modo Distância). Com a natação vira tri completo (swim→T1→bike→T2→corrida). Por que importa: é o ensaio geral antes da prova — pacing, nutrição, transições, equipamento; e a análise vira veredito de prontidão.
Quadro de Prontidão
Seção intitulada “Quadro de Prontidão”A mesa de operação do treino presencial (app de tablet): o coach cria a sessão do dia, cada aluno faz check-in pelo próprio app, e o quadro mostra ao vivo em que etapa cada um está (Aguardando → Presente → Treino principal → Concluído). Por que importa: dá ao coach uma visão única e em tempo real de quem chegou e onde cada aluno está, com cada um andando no seu ritmo. Detalhe em Quadro de Prontidão.
Transição (T1 / T2)
Seção intitulada “Transição (T1 / T2)”O tempo entre as pernas de um treino combinado: T1 = natação→bike; T2 = bike→corrida. No relógio, cada perna é uma atividade separada. Por que importa: ensaiar a transição é parte da prova; o sistema agenda as pernas contíguas com a T1/T2 no meio.
Prontidão de prova
Seção intitulada “Prontidão de prova”Um índice (0–100) que diz se o atleta está pronto para a prova-alvo, combinando forma (CTL vs alvo), frescor (TSB por fase), simulados recentes e recuperação. Diferente do Status de Prontidão (que é do dia). Por que importa: perto da prova, responde “ele chega?” numa olhada; longe da prova mostra “construindo” (honesto). Detalhe em Ler a periodização.
PWA do Atleta
Seção intitulada “PWA do Atleta”O app do aluno (briefing, feedback, plano) no celular. Por que importa: é onde o seu trabalho chega ao atleta, sem depender de Telegram.
Status de Prontidão
Seção intitulada “Status de Prontidão”O semáforo Acelera / Mantém / Alivia do dia do aluno. Por que importa: num relance você sabe se o atleta está pronto para puxar ou se é dia de segurar.
Leitura Automática de Teste
Seção intitulada “Leitura Automática de Teste”Quando o aluno faz um teste (3k, FTP, CSS…), o sistema reconhece sozinho, lê o resultado e recalibra as zonas de treino. Por que importa: o aluno faz o esforço e os próximos treinos já saem na intensidade certa — sem refazer conta.
Marco zero
Seção intitulada “Marco zero”O ponto de partida do aluno — quanto ele vem treinando e em que forma — que o Motor usa para montar o primeiro plano. Vem do histórico do relógio importado ou de um teste de baseline na primeira semana. Por que importa: sem ele o primeiro plano sai genérico; com ele, já nasce calibrado para a realidade do aluno. É provisório — o motor refina nas semanas seguintes.
Histórico do device (backfill)
Seção intitulada “Histórico do device (backfill)”A importação, de uma vez, dos meses anteriores de treino do relógio (Garmin/Polar/Coros) para dentro do Intervals. O aluno faz na conta dele, uma única vez. Por que importa: é o jeito mais rápido de dar um marco zero ao aluno que já treina com relógio — sem esperar semanas para o sistema “conhecer” a forma dele.
Análise de Prova
Seção intitulada “Análise de Prova”Depois de uma prova, o aluno recebe uma análise dedicada, cruzando o resultado com o plano. Por que importa: a prova vira aprendizado estruturado, não só um número.
Aderência ao plano
Seção intitulada “Aderência ao plano”A nota que diz o quanto o seu treino executado bateu com o que estava planejado — olhando duração (você fez o tempo/distância combinado) e estímulo (você fez no esforço certo) ao mesmo tempo, bloco por bloco. Quando o registro não bate com o plano, vem com dados inconsistentes, ou o sistema não conseguiu confirmar o treino planejado, o card mostra “Não avaliada” com o motivo, em vez de calcular uma nota contra a coisa errada. Por que importa: uma nota que ignorasse o esforço (só olhar duração) premiaria “fazer o tempo devagar” como se fosse cumprir o treino — e uma nota calculada contra o treino errado enganaria mais do que ajudaria.
Estímulo (de um bloco)
Seção intitulada “Estímulo (de um bloco)”O quanto você treinou naquele bloco no esforço certo — a zona de FC, o ritmo ou a potência que o treino pedia. É a segunda metade do veredito de cada bloco, ao lado da duração. Por que importa: separa “cumpri o tempo” de “treinei do jeito certo” — os dois precisam bater para o bloco contar como entregue.
”aprox.” (intensidade aproximada)
Seção intitulada “”aprox.” (intensidade aproximada)”O rótulo que aparece junto da nota de intensidade quando as suas zonas de treino ainda não estão configuradas no relógio/Intervals. Nesse caso o app estima a partir do seu limiar, em vez de deixar a nota em branco. Por que importa: avisa que aquele número específico é uma estimativa — a duração e a estrutura do treino continuam exatas; configurar as zonas de verdade tira o “aprox.”.
Semana de Recuperação
Seção intitulada “Semana de Recuperação”Quando o sistema alivia a carga da semana inteira para descansar de verdade. Por que importa: recuperação no corpo, não só no papel — protege o atleta do excesso.
Vigias do Plano
Seção intitulada “Vigias do Plano”Os alarmes silenciosos que avisam quando algo no plano sai do envelope esperado. Por que importa: problemas aparecem cedo, antes de virarem lesão ou estagnação.
Platô de forma
Seção intitulada “Platô de forma”Quando a rota fica plana semanas a fio — mesma carga, forma (CTL) parada, sem progressão nem recuperação. É o sintoma do “rampa-e-segura”: não é periodização, é uma régua. Por que importa: o Diagnóstico da rota sinaliza o platô pra você; a Manutenção ondulada é o que o motor faz pra evitá-lo quando o aluno já está no alvo.
Relatório Semanal
Seção intitulada “Relatório Semanal”O fechamento de domingo que vira o veredito da semana. Por que importa: é onde a semana é lida como um todo e o próximo passo é decidido.
Categoria de alunos (tag)
Seção intitulada “Categoria de alunos (tag)”Um rótulo que o coach atribui a alunos para agrupá-los (ex.: “técnica”, “financeiro”). Serve de escopo para ações em lote — como cadastrar a mesma prova para todos os alunos de uma categoria. Por que importa: deixa o coach agir num grupo de alunos de uma vez, sem repetir a ação um a um.
Prova A / B / C
Seção intitulada “Prova A / B / C”A prioridade de uma prova no calendário do aluno. A é a prova principal — é ela que molda toda a periodização. B e C são alvos secundários, que o plano respeita mas não persegue como o pico. Por que importa: só a prova A dispara o recálculo do plano; saber a prioridade evita surpresa de “por que meu plano mudou?”.
Plano no relógio
Seção intitulada “Plano no relógio”O plano da sua prova — os trechos na ordem, com distância e ritmo — levado para o relógio Garmin, onde ele aparece numa tela extra dentro da atividade normal (o campo Endure Companion). O aluno confirma o aparelho uma vez na vida em Meu Perfil › Configurações do app › Meus Dispositivos (“Meus Dispositivos” = a lista dos relógios que recebem o seu plano), e o relógio busca o plano sempre que o aluno abre uma atividade — não sozinho. Por que importa: em duatlo e triatlo o relógio não sabe, sozinho, que a corrida final é mais curta que a primeira nem em que ritmo cada perna foi combinada. Detalhe em Levar o plano da prova para o relógio.
Agenda da Assessoria
Seção intitulada “Agenda da Assessoria”A estrutura padrão de treinos da assessoria, por dia da semana — quais modalidades a turma treina em cada dia (até 3 treinos/dia) e o dia do longo de cada esporte. Não tem horas: o volume de cada aluno vem da periodização dele. É a antiga “Calendário da assessoria”. Por que importa: documenta a semana-tipo da assessoria. Hoje é estrutura de referência — ainda não muda o plano dos alunos sozinha (a herança automática está no roadmap).
Reação rápida (coach tick)
Seção intitulada “Reação rápida (coach tick)”A leitura do coach sobre um treino, num toque: 🤩 Incrível, 👏 Bom, 👀 Visto, 😕 Mau, 🤯 WTF. Marca o treino no Intervals (campo “Marca de verificação do treinador”) e aparece para o aluno no card “Seu coach”. Por que importa: dá um retorno imediato ao aluno sem escrever nada. É a opinião do coach — distinta do feedback que o aluno dá sobre como se sentiu.
Recado na análise
Seção intitulada “Recado na análise”Um comentário em texto que o coach deixa preso a um treino específico. Aparece no topo daquela análise no app do aluno e dispara um aviso. Por que importa: é o retorno por escrito sobre aquele treino — diferente da Diretriz do Coach, que orienta o dia ou a semana e o Copiloto obedece.
Previsão de tempo
Seção intitulada “Previsão de tempo”A estimativa de quanto tempo o aluno faria uma prova hoje, calculada dos limiares reais dele (pace de corrida, CSS, FTP) e da massa. É determinística (sai de fórmulas calibradas — Riegel na corrida, CSS na natação, potência↔velocidade na bike), nunca de uma IA. Em triatlo mostra perna por perna + transições; em corrida/triatlo aceita uma meta de tempo e diz se o atleta está no caminho dela. Por que importa: dá ao aluno um objetivo concreto e honesto — e como é estável (só muda com o limiar), ele vê a própria evolução de verdade.
Banda de confiança (o ”± X”)
Seção intitulada “Banda de confiança (o ”± X”)”A margem que acompanha a previsão de tempo. Quanto mais incerta a perna, maior a banda — a do ciclismo é mais larga porque o tempo depende muito do percurso, que o app não conhece (assume curso plano). Por que importa: um número sozinho ilude; a banda diz “é por aqui, com esta margem”, sem prometer precisão que não existe.
Projeção pro dia da prova
Seção intitulada “Projeção pro dia da prova”Uma estimativa de baixa confiança de como o tempo previsto pode melhorar até o dia da prova, conforme o aluno ganha forma (usa o CTL que o plano projeta para a data). Por que importa: separa o “hoje” do “no dia” sem confundir os dois — e deixa claro que é projeção, não promessa.
Métricas
Seção intitulada “Métricas”Na primeira vez que uma sigla aparece num texto, explique entre parênteses. Depois, pode usar só a sigla.
Revisado % — cobertura de revisão (coach)
Seção intitulada “Revisado % — cobertura de revisão (coach)”Dos treinos da semana atual que o aluno executou e o sistema analisou, quantos você já tocou (reagiu ou comentou). Aparece por aluno (card e aba Análises) e agregado na Decisão da Semana. ”—” quando não houve treino. Por que importa: mostra, sem garimpar, se você fechou o ciclo de revisão da semana — e destaca quem falta. É diferente da Aderência (que mede o aluno, não você). Detalhe em Acompanhar a revisão da semana.
CTL — Carga crônica
Seção intitulada “CTL — Carga crônica”Quanto você vem treinando nas últimas ~6 semanas. É a sua forma de base — sobe devagar, cai devagar.
ATL — Fadiga aguda
Seção intitulada “ATL — Fadiga aguda”Quanto você treinou nos últimos 7 dias. É a fadiga recente. Quando ATL passa CTL, você está acumulando cansaço.
TSB — Forma
Seção intitulada “TSB — Forma”CTL menos ATL. Positivo = descansado, pronto para performar. Muito negativo = fadigado. Antes de prova, alvo entre +5 e +25.
TSS — Pontuação da sessão
Seção intitulada “TSS — Pontuação da sessão”Quanto uma sessão custou. 100 = uma hora no limiar. Ajuda a comparar treinos de intensidades diferentes.
HRV — Variabilidade cardíaca
Seção intitulada “HRV — Variabilidade cardíaca”Distância em milissegundos entre as batidas. Quanto maior, melhor. Cai antes do corpo “sentir” — por isso manda no plano do dia.
FTP — Limiar funcional (bike)
Seção intitulada “FTP — Limiar funcional (bike)”A potência (W) que você sustenta por ~60min sem quebrar. Base do cálculo das zonas de bike.
W/kg — Watts por quilo
Seção intitulada “W/kg — Watts por quilo”A potência de limiar (FTP) dividida pelo peso. É a métrica de subida no ciclismo — quanto maior, mais rápido o atleta sobe. Compara ciclistas de tamanhos diferentes melhor que watts puros.
CSS — Limiar de nado
Seção intitulada “CSS — Limiar de nado”O pace de natação que você sustenta em distâncias longas. Equivalente do FTP para a piscina.
Decoupling — Desacoplamento
Seção intitulada “Decoupling — Desacoplamento”Quando o coração sobe mas o pace não acompanha. Acima de 5% = sinal de fadiga, calor ou zona errada.
Cadência
Seção intitulada “Cadência”Passadas por minuto (corrida) ou rotações (bike). Alvo na corrida ≥ 170 spm.
Polarização — distribuição de intensidade
Seção intitulada “Polarização — distribuição de intensidade”Como o tempo de treino se divide entre fácil (Z1–Z2), limiar (Z3) e forte (Z4+). Treino polarizado concentra o volume no fácil e no forte, evitando a zona cinza.
Zona cinza — Z3
Seção intitulada “Zona cinza — Z3”O meio-termo (limiar) onde se passa tempo demais sem o benefício do fácil nem o estímulo do forte. Muito tempo em Z3 costuma render menos que polarizar.