Perfis de Atleta
Dá. O Perfil de Atleta diz ao Copiloto Endure com quem ele está falando. O diagnóstico é o mesmo, os números são os mesmos, o veredito é o mesmo — muda a lente da conversa.
O que o Perfil NÃO faz
Seção intitulada “O que o Perfil NÃO faz”Esta parte importa mais que a outra. O Perfil:
- não muda o treino prescrito — o calendário do aluno sai idêntico em qualquer perfil;
- não muda o veredito — se o treino ficou fora da zona, ele ficou fora da zona nos seis perfis;
- não muda número — TSS, aderência, tempo por zona, pace: iguais;
- não silencia risco — nenhum perfil esconde um sinal de alerta.
Ele muda só como o texto conversa com o atleta: o que abre a mensagem, o que é celebrado, quanto vocabulário técnico entra, com que comparação o resultado é medido.
Perfil não é Nível
Seção intitulada “Perfil não é Nível”É a confusão mais fácil de cometer, e a mais cara. São dois controles diferentes, em telas diferentes:
| Onde fica | O que mexe | |
|---|---|---|
| Nível | aba Periodização do aluno | a carga do treino — fases, volume, CTL-alvo. Mexer aqui muda o que o aluno vai treinar. |
| Perfil | card Perfil na ficha do aluno (e na lista) | só o jeito de conversar da IA. Mexer aqui não move um treino de lugar. |
Se você quer que o aluno treine mais forte, mexa no Nível (como fazer). Se você quer que ele seja cobrado de outro jeito no texto da manhã, mexa no Perfil.
Os seis perfis
Seção intitulada “Os seis perfis”A ordem vai de quem treina por saúde a quem treina por pódio. Todo aluno começa em Evolução, salvo se você (ou o padrão da assessoria) disser outra coisa.
1. Longevidade
Seção intitulada “1. Longevidade”Para quem é: treina pela saúde — retorno de lesão, começo de jornada, quem quer chegar aos 80 correndo. Vitória para ele: bem-estar sustentado. O que muda no texto: a mensagem abre acolhendo (“como você está hoje”). Num dia ruim, ele recebe permissão explícita para aliviar, sem culpa. Um treino intenso é desmistificado — intenso no nível dele, com margem. Todo termo técnico vem traduzido (“seu ritmo caiu no final”). O que se celebra é ter aparecido e completado.
2. Base
Seção intitulada “2. Base”Para quem é: o hábito ainda está sendo construído; resultado vem depois da constância. Vitória para ele: apareceu de novo. O que muda no texto: reforço de hábito (“mais um dia construído”). Tropeço é normalizado, não cobrado. O dia leve é protegido — porque é ele que segura a rotina. O vocabulário técnico entra aos poucos, um termo de cada vez. O comparativo é a sequência de semanas completadas.
3. Evolução (padrão)
Seção intitulada “3. Evolução (padrão)”Para quem é: quer progredir de verdade, sem que uma prova domine a vida. Compete consigo mesmo. Vitória para ele: melhor que ontem. O que muda no texto: o texto situa o aluno dentro do bloco. Num dia ruim, apresenta os sinais e a sugestão — a escolha fica com ele. Em dia forte, dá o foco de execução e o erro clássico a evitar. Termo técnico vem com explicação curta. O comparativo é contra as próprias sessões iguais anteriores.
4. Finisher
Seção intitulada “4. Finisher”Para quem é: tem prova no calendário e a leva a sério. Cruzar a linha bem-feito é o objetivo — pódio não é a régua. Vitória para ele: a prova completa, bem-executada. O que muda no texto: tudo é lido à luz da prova — o que o treino de hoje constrói para ela, que momento da prova ele simula. Num dia ruim, lembra que a prova se ganha na soma, não num dia. Passou do alvo no leve? O texto lembra que a prova cobra o leve bem-feito. O comparativo é contra o plano da prova-alvo.
5. Competitivo
Seção intitulada “5. Competitivo”Para quem é: age-grouper com prova-alvo. Resultado importa, o treino é prioridade estruturada. Vitória para ele: a categoria de idade. O que muda no texto: a mensagem abre pela missão do dia — o que precisa sair bem. Padrões-alvo explícitos (zona, pace, sensação) e onde não falhar. Passou do alvo no leve, ouve direto: disciplina de zona é treino. Treino perdido vira análise objetiva da causa, sem consolo vazio. Vocabulário completo, sem didatismo.
6. Alta Performance
Seção intitulada “6. Alta Performance”Para quem é: busca pódio e recorde pessoal. Quer ser desafiado e cobrado com precisão. Vitória para ele: o limite, com segurança. O que muda no texto: direto ao alvo — sessão, função, padrão esperado. Metas finas por bloco e o detalhe que separa bom de excelente. A recuperação é tratada como arma tática, com o mesmo rigor do treino forte. O que se celebra é disciplina fina: splits, controle, detalhe. Números finos entram sem tradução (VI, desacoplamento, drift).
O mesmo treino, dois perfis
Seção intitulada “O mesmo treino, dois perfis”O exemplo abaixo é ilustrativo — escrito aqui para mostrar a diferença, não capturado do app. Suponha o mesmo aluno, o mesmo rodízio leve de 50 minutos, o mesmo problema: era para ficar em Z2 e boa parte foi em Z3. E o mesmo TSB negativo na semana.
O diagnóstico da máquina é literalmente o mesmo nos dois casos: treino leve executado acima do alvo; TSB negativo dentro do esperado para a fase; nenhum sinal de alerta composto.
Escrito para Longevidade
Seção intitulada “Escrito para Longevidade”Você saiu e completou os 50 minutos — isso já é a parte que conta. Dá pra ver que o corpo estava disposto: você acabou indo um pouco mais rápido do que o combinado para hoje. Nada de errado nisso, só uma coisa pra guardar: o dia leve é o que permite o corpo absorver o resto da semana; quando ele fica meio puxado, a gente perde essa recuperação sem ganhar nada em troca. Na próxima, se a conversa ficar difícil de manter, é sinal de aliviar um pouco. E aquele indicador de cansaço acumulado está negativo — é comum nesta altura e, sozinho, não é motivo de preocupação.
Escrito para Alta Performance
Seção intitulada “Escrito para Alta Performance”Z2 era o treino; boa parte saiu em Z3. Sessão de recuperação executada como sessão moderada não recupera nem estimula — perde as duas pontas, e cobra na sessão-chave da semana. O teto tem que ser respeitado com o mesmo rigor do piso de um tiro. TSB negativo é o plano funcionando; ele sozinho não muda nada aqui. Na próxima, trave o teto pela FC e aceite o pace que vier.
Mesmos fatos, mesmo veredito, mesmos números. Só a conversa mudou.
Três travas que valem nos seis perfis
Seção intitulada “Três travas que valem nos seis perfis”Nenhum perfil, nem o mais exigente nem o mais acolhedor, escapa destas:
- Risco composto é sempre comunicado. Quando vários sinais ruins aparecem juntos (HRV desabando, sono ruim e FC de repouso alta, por exemplo), o texto fala — em qualquer perfil. O perfil calibra a sensibilidade da menção, nunca esconde o risco.
- Número isolado não vira freio. Um TSB negativo sozinho nunca é motivo para o app sugerir reduzir ou trocar o treino, em perfil nenhum.
- A IA encaminha, não prescreve. Quando o contexto pede mudança de rumo, o texto encaminha (“vale conversar com seu coach sobre isso”). Quem decide o treino é você.
O que o perfil muda quando o aluno acorda cansado
Seção intitulada “O que o perfil muda quando o aluno acorda cansado”As três travas acima decidem se o texto fala. O perfil decide como — e é aqui que a diferença mais se nota no dia a dia:
- Nos perfis mais acolhedores (1 e 2), um número ruim de recuperação vem com o convite explícito: o texto diz que o corpo está pedindo alívio e lembra que dá para trocar pelo regenerativo no app. Aliviar é apresentado como escolha inteligente, nunca como recuo.
- Nos perfis mais exigentes (4, 5 e 6), o mesmo número é tratado como contexto do bloco: o texto explica o que ele significa e segue adiante, fechando com o que a sessão de hoje habilita para a semana. O convite a aliviar só aparece quando a prontidão do dia pede (trava 1), não por causa de um número solto.
O aluno de Alta Performance escolheu carregar carga; o texto dele reflete isso. O aluno de Longevidade escolheu bem-estar; o texto dele também.
A régua do “cansado” também é diferente
Seção intitulada “A régua do “cansado” também é diferente”Não é só o jeito de falar: o ponto em que um número passa a contar muda com o perfil.
Um saldo de forma em −25 é notícia para quem treina por saúde e é o preço normal da semana para quem está em bloco pesado rumo a um Ironman. Se o app usasse a mesma régua para os dois, ou assustaria o primeiro cedo demais, ou chamaria de “recuperação” o dia normal do segundo — e o aluno de Alta Performance aprenderia a ignorar o aviso, que é o pior desfecho possível.
Então a régua acompanha o perfil: aperta na direção da Longevidade e afrouxa na direção da Alta Performance. Vale para todos os sinais — saldo de forma, HRV, FC de repouso e sono.
Duas coisas que não mudam com o perfil, e é bom saber disso:
- O número em si. “HRV 2% abaixo do normal” é 2% abaixo do normal em qualquer perfil, na sua tela e na do aluno. O que muda é se esses 2% bastam para o dia ser tratado como dia de cuidado.
- Sinais que aparecem juntos. Quando dois ou mais sinais degradam ao mesmo tempo, o app avisa — em qualquer perfil, mesmo que cada um deles, sozinho, ainda fosse ruído para aquele atleta.
Como escolher e trocar
Seção intitulada “Como escolher e trocar”Há duas portas para a mesma coisa:
- Na ficha do aluno, no card Perfil, no topo da Visão geral: uma régua de seis posições, de Longevidade a Alta Performance. Clique na posição (ou use as setas do teclado) e pronto — salva na hora.
- Na lista de alunos, cada linha mostra o perfil atual num chip. Dá para trocar por ali mesmo, sem abrir a ficha.
O ”?” ao lado da régua abre um resumo dos seis e traz o link para esta página.
Padrão da assessoria. Em Configurações, você define o perfil que vale para quem você ainda não classificou individualmente. O chip mostra quando o aluno está herdando o padrão e quando alguém escolheu para ele — assim ninguém confunde “ninguém decidiu ainda” com “foi decidido assim”.
Quem pode trocar: qualquer coach da assessoria.
O que acontece quando eu troco
Seção intitulada “O que acontece quando eu troco”Vale do próximo texto em diante. O briefing de amanhã, a próxima análise e o próximo recap semanal já saem no tom novo. Nada que o aluno já leu é reescrito — o histórico dele fica como estava.
O aluno vê o próprio perfil?
Seção intitulada “O aluno vê o próprio perfil?”Não. O perfil é uma decisão sua sobre como conversar com ele, não uma configuração do atleta. No app do aluno não existe essa tela e o texto nunca menciona qual perfil está em uso — ele só percebe que o app fala a língua dele.
O que já está no ar, e o que ainda não
Seção intitulada “O que já está no ar, e o que ainda não”Você já pode classificar o roster inteiro agora: escolher o perfil de cada aluno e o padrão da assessoria funciona normalmente, e a escolha fica salva.
O texto ainda não muda para todo mundo. A calibragem de tom está em avaliação numa conta de teste antes de chegar aos alunos — a própria tela avisa quando o perfil de um aluno já está salvo mas ainda não está mudando o que ele recebe. Quando a frente for liberada, os perfis que você já deixou prontos passam a valer sem nenhum trabalho extra da sua parte.