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Como funciona o Motor de Periodização

O Motor de Periodização transforma a prova-alvo do aluno num plano concreto, semana a semana. Ele faz o trabalho pesado de estrutura; você decide o que entra no calendário.

Pense no Motor como um planejador de viagem: você diz o destino (a prova) e o ponto de partida (a forma atual do atleta), e ele traça a rota — quando acelerar, quando aliviar, quanto de cada modalidade. Você continua no volante: revisa a rota e aprova antes de pegar a estrada.

  • Desenha o macrociclo — as fases até a prova: Base → Build → Peak → Taper → Recuperação.
  • Distribui a carga entre as semanas e entre as modalidades, respeitando o nível do aluno.
  • Monta o rascunho da semana com as sessões concretas.
  • Alivia de verdade nas semanas de recuperação — a carga da semana inteira cai (a Semana de Recuperação), não só um treino aqui e ali.

Esta é a confusão mais comum, então vale fixar: o foco do bloco vem do tipo da prova-alvo — não dos esportes que o aluno pratica.

Um aluno pode treinar corrida, bike e natação e, ainda assim, não estar num plano de triatlo. Se a prova principal dele é uma meia maratona, o foco é corrida: o motor puxa o volume pra corrida (algo como 75% corrida / 20% bike / 5% natação na base) e usa bike e natação como apoio aeróbico — não some com elas, mas elas servem à corrida.

O foco só vira triatlo (distribuição equilibrada entre os três, ~30/45/25) quando a prova-alvo é um triatlo (Sprint, Olímpico, 70.3, Ironman).

O que define……o quê
Os esportes que o aluno praticaquais modalidades entram no plano (se ele não nada, natação fica em 0)
O tipo da prova-alvoo foco — pra onde o volume pende

Então: praticar três esportes faz dele um atleta multiesporte; só a prova de triatlo faz o plano ser de triatlo. No cockpit, isso aparece como Foco do bloco: Corrida / Ciclismo / Natação / Triatlo.

Se o aluno chega no nível com a forma que a prova pede — ou acima dela — o motor não trava o plano numa linha reta nem “destreina” ele pra bater um número menor. Ele entra em manutenção ondulada: segura a forma que o atleta tem e mantém o ritmo de carga e recuperação em torno dela (sobe nas semanas de carga, recua no alívio), como um coach faria.

E quando há folga de verdade, o motor te avisa: “há espaço para subir de categoria” (de intermediário para avançado, por exemplo) — porque o caminho certo pra quem está fitter que o alvo é subir a exigência, não pisar no freio.

O Motor entrega um rascunho — nunca cria treino sozinho no aluno. Você:

  1. Define ou ajusta a prova-alvo e o nível (ou deixa no automático).
  2. Revisa e aprova a semana — só então os treinos vão pro Intervals.
  3. Pode recalcular na hora quando algo muda.

O Motor monta e sugere, mas não substitui o seu julgamento: ele não conhece a vida do atleta fora dos dados (lesão, viagem, fase no trabalho). Para isso existe a Diretriz do Coach — e travar o Motor como regra rígida a partir dela é uma evolução já no roadmap.